Bianca Amaro, presidente da LA Referencia: “Estamos conquistando uma visibilidade como região que não tínhamos antes”
Para Bianca Amaro, presidente da LA Referencia, o trabalho realizado durante sua gestão se resume em diferentes tentativas de adesão de outros países da região à Rede. Este trabalho concentra-se em discussões que visam aumentar a conscientização sobre a importância da ciência aberta para os países, bem como os benefícios que a participação no LA Referencia oferece. Isso levou Amaro a enfatizar que “estamos conquistando uma visibilidade como região que não tínhamos antes”.
Esses esforços para agregar mais países à LA Referencia, comenta Amaro, não são uma convicção,** mas sim um ensinamento de que uma ação em bloco é muito mais eficaz do que uma ação de um único país ou mesmo microrregiões dentro de uma mesma região latino-americana.** Para Amaro, fazer parte desta Rede traz muitos benefícios.
Precisamente, um dos maiores benefícios são os avanços tecnológicos alcançados ao longo dos anos. A LA Referencia apoia os seus países membros neste sentido, procurando criar instalações tecnológicas para acesso à Ciência Aberta.
Amaro explica que “muitos avanços tecnológicos foram lançados e são amplamente reconhecidos em todo o mundo. Todas as iniciativas querem ouvir a posição da LA Referencia”, destacou.**
Para o presidente da LA Referencia, o maior desafio continua a ser precisamente a expansão da Rede. Amaro considera que os responsáveis pelos assuntos científicos nos países esqueceram que a ciência é um bem público. “Mas quando falamos de ciência, as pessoas têm uma mentalidade pré-concebida e dizem, pública mas não tão pública, por isso é difícil tentar fazê-las compreender que precisamente o que se faz com recursos públicos deve ser público”, explicou Amaro.
Combater os mitos em torno da ciência aberta e de tudo o que ela significa também tem sido outro dos muros que Amaro tem tentado derrubar. “Uma das mais graves é que vão roubar as minhas pesquisas, ou vão roubar a nossa ciência nacional e isso é um mito, é falso, tem um ditado que diz: tão aberto quanto possível e tão fechado quando necessário”, destacou Amaro.
Sobre esse desafio, Amaro afirma que através de esforços como o LA Referencia, o mundo “…conhecerá a nossa ciência e a valorizará.”
Por fim, Amaro considera que o trabalho futuro da LA Referencia deverá centrar-se na estruturação do que já foi alcançado, ou seja, na promoção de práticas relacionadas com a Ciência Aberta, bem como na promoção da criação de legislação sobre Acesso Aberto, porque, considera, “isto torna menos difícil a ação dos países”.